Lição 5 - Casamento é para sempre
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS 2º Trimestre de 2022
Título: Os valores do Reino de Deus — A
relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo – Comentarista: Osiel
Gomes
Lição 5: O casamento é para sempre
TEXTO ÁUREO
“Assim
não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o
homem.” (Mt 19.6).
Comentário:
Jesus aqui os envia de volta à constituição original do homem como um par, um
macho e uma fêmea; ao seu casamento, como tal, por indicação divina; e para o
propósito de Deus, expresso pelo historiador sagrado, que em todos os tempos um
homem e uma mulher devem, pelo casamento, tornar-se uma só carne – e assim
continuar enquanto ambos estiverem na carne. Sendo essa a constituição de Deus,
que o homem não a separe por meio de divórcios sem causa.
Mateus
19.6: 6 Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne.
Portanto, o que Deus uniu, ninguém o
separe". NVI
Mateus 19.6: 6 Assim, já
não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. VC
Mateus 19,6: Por causa disso, um homem
deixa pai e mãe e une-se à sua esposa, tornando-se uma carne com ela. Não são
mais dois, mas apenas um. Deus criou uma união tão perfeita, que ninguém pode
ter a ousadia de profaná-la, separando-os”. AM
VERDADE PRÁTICA
A
vontade de Deus para o casamento é que ele seja vitalício. Na continuidade do
Sermão do Monte, Jesus condena o adultério.
PALAVRA-CHAVE:
CASAMENTO
O
casamento foi criado por Deus, se trata de uma instituição sagrada entre um
homem e uma mulher e que deve ser tratada com respeito e reverência.
O
segredo para um casamento feliz é convidar
que Jesus faça parte do relacionamento, para que o casal possa
ser usado para a glória de Deus, sendo uma bênção para outras pessoas.
Casamento
na Bíblia
Assim, eles
já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém
separe". Mateus 19:6
Por essa
razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão
uma só carne. O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha. Gênesis 2:24-25
O amor é paciente,
o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata,
não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor
não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo
crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4-7
Então disse
Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.
Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes
animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente
ao chão". Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem
e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e
multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar,
sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
Gênesis 1:26-28
Não foi o
Senhor que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe pertencem. E por que
um só? Porque ele desejava uma descendência consagrada. Portanto, tenham cuidado:
Ninguém seja infiel à mulher da sua mocidade. "Eu odeio o divórcio",
diz o Senhor, o Deus de Israel, "e também odeio homem que se cobre de
violência como se cobre de roupas", diz o Senhor dos Exércitos.
Por isso, tenham bom senso; não sejam infiéis. Malaquias 2:15-16
Acima de
tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo
seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz,
como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a
palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria
e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu
coração. Tudo o que fizerem, seja em palavra seja em ação, façam-no em nome do
Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.
Tenham
cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos
uns para com os outros e para com todos.
Quem
encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor. Provérbios 18:22
O casamento
deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus
julgará os imorais e os adúlteros. Hebreus 13:4
Não se
ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a
maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?
A mulher
exemplar é a coroa do seu marido, mas a de comportamento vergonhoso é como
câncer em seus ossos. Provérbios 12:4
Mulheres,
sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da
mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele
é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres
estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Efésios 5:22-24
Maridos, ame
cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela
para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e
para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa
semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar cada
um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.
Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele
cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Efésios 5:25-30
Portanto,
cada um de vocês também ame a sua mulher como a você mesmo, e a mulher trate o
marido com todo o respeito. Efésios 5:33
O marido
deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma
a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio
corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o
seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por
mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois,
unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. 1 Coríntios 7:3-5
É melhor ter
companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas
pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se.
Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E, se dois
dormirem juntos, vão manter-se aquecidos.
Como, porém,
manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois
conseguem defender-se.
Um cordão de
três dobras não se rompe com facilidade. Eclesiastes 4:9-12
Ponha-me
como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço;
pois o amor é tão forte quanto a morte e o ciúme é tão inflexível quanto a
sepultura.
Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor. Nem muitas águas
conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza.
Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor,
seria totalmente desprezado. Cânticos 8:6-7
O CASAMENTO
É PARA SEMPRE
I. O PECADO
ÀS PORTAS DO CASAMENTO
a) Quando eu
desejo a outro(a) – tentação:
Mt 5:28;
Pv 6:32;
Jó 31:9;
Tg 1:14
b) Quando
sou desejado(a) por outro(a) – sedução:
Pv
7:5,10,21;
Gn 39:7
c) Quando
sou a vítima – traição:
Mt 19:6;
Cl 3:13
II. O
CAMINHO DA CAÍDA NO CASAMENTO
a) Quando os
olhos veem – não expor, fugir:
2 Tm 2:22a,
2 Sm 11:2-4;
Gn 39:12
b) Quando o
coração deseja – jejuar e confessar a Deus:
1 Jo 1:9
Mc 9:29;
2 Co 10:4
c) Quando o
corpo consuma – arrepender, deixar:
Pv 28:13;
Sl
51:1-4,16,17
III. AS
PROTEÇÕES PRÁTICAS DO CASAMENTO
a) A arma do
uso da Palavra – contra a vitimização:
Mt 4:4;
2 Tm 3:14-17
b) A arma da
retribuição com o bem – contra a retaliação:
Rm 12:21;
Sl 34:14
c) A arma da
intercessão – contra a discussão:
Rm 12:12:
Sl 6:9:
Fp 4:6:
LEITURA DIÁRIA
Hb
13.4 – O casamento deve ser honrado
4 O casamento deve ser honrado por todos; o
leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os
imorais e os adúlteros.
Ml
2.15, 16 – O Senhor os fez um só
15 Não foi o Senhor que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe
pertencem. E por que um só? Porque ele desejava uma descendência consagrada.
Portanto, tenham cuidado: Ninguém seja infiel à mulher da sua mocidade.
16 "Eu odeio o divórcio", diz o Senhor, o Deus de Israel, e
"o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas", diz o
Senhor dos Exércitos. Por isso tenham bom senso; não sejam infiéis.
Ef
5.33 – O amor e o respeito no casamento
Mc
7.21-22 – Guarde o seu coração
Pv
4.23 – Guarde o seu coração
Pv
6.32 – O adúltero destrói a si mesmo
Gl
5.16-17 – Não satisfaça o desejo da carne
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus
5.27-32.
27
— Ouvistes que foi dito aos
antigos: Não cometerás adultério.
28
— Eu, porém, vos digo que
qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu
adultério com ela.
29
— Portanto, se o teu olho
direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor
que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no
inferno.
30
— E, se a tua mão direita te
escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos
teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.
31
— Também foi dito: Qualquer
que deixar sua mulher, que lhe dê carta de desquite.
32
— Eu, porém, vos digo que
qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que
ela cometa adultério; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.
HINOS SUGERIDOS
150, 195 e 201 da
Harpa Cristã.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
No
Sermão do Monte, em que Jesus evidencia a justiça e o caráter do discípulo
acima da postura dos escribas e fariseus, a preservação do casamento foi muito
bem destacada.
Ao
evocar o sétimo mandamento, “não
adulterarás”
(Êx
20.14),
a
intenção do Mestre é colocar o casamento no seu devido lugar, como foi
designado pelo próprio Deus
(Gn
2.24).
Na
continuidade do seu ensino, Jesus expressa que tudo começa no coração.
Assim,
cai por terra as teorias quanto ao divórcio, as evasivas criadas por aqueles
que pensam em se separar de seu cônjuge, visto que, os que realmente são
dominados pelos valores ensinados por Cristo, procuram, em tudo, a preservação
da pureza, da vida conjugal
(Hb
13.4)
e
do verdadeiro lar cristão.
Em
Mateus 5.27-32,
Jesus
esclarece que não há espaço para uma moral dupla, como deseja uma sociedade
degenerada.
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a respeito do
caráter vitalício do casamento. Veremos que a Bíblia condena o adultério e
afirma a indissolubilidade do casamento. Num contexto em que a instituição do
casamento é tão atacada, apresentamos um estudo que fortalecerá a instituição
do casamento e apresentará seu caráter divino, pois foi Deus quem a instituiu.
Motivação: Todo
seguidor de Jesus tem em alta conta a instituição do casamento. É uma
instituição vinda de Deus para o homem e a mulher. Por isso, os valores da
Bíblia que regem o casamento são opostos aos que são propagados no mundo atual.
Sugestão de Método: O modelo tradicional de casamento está em
sistemático ataque secular. Por isso, antes de iniciar terceiro tópico,
sugerimos a seguinte indagação: Qual é a origem do casamento? Ouça as respostas
dos alunos. Estimule-os a participarem, objetivando a obter as respostas. Após
ouvi-las atenciosamente, dê uma resposta unificada a partir da exposição do
tópico, mostrando com clareza os valores que regem o casamento cristão.
Aplicação: O
casamento não é constituído de pessoas rivais. Viver sob o mesmo teto requer
disposição de comunicar, amar e ajudar. O convívio no casamento debaixo da
perspectiva do amor cristão é o antídoto para o fracasso no casamento. É desejo
de Deus que o casamento dure até que a morte separe o casal.
I. A CONDENAÇÃO DO ADULTÉRIO
I. Apresentar a condenação do adultério.
SINOPSE I
O Senhor
Jesus condena claramente a prática do adultério.
1.
Definição de adultério.
No
grego temos o verbo moichéuo, “cometer adultério”, “ser um
adúltero”, “ter relação ilícita com
a mulher de outro”;
da
mulher: “permitir adultério, ser devassa”.
Biblicamente,
o adultério é definido como uma relação sexual que um homem casado tem com uma
mulher que não é sua esposa ou vice-versa.
A
idolatria era chamada, figuradamente, de adultério
(De forma
figurada, a idolatria também era chamada de quê?
A idolatria
era chamada, figuradamente, de adultério (Jr 3.8; Ez 23.37).).
(Jr
3.8,9;
Ez
23.37).
Jamais se
deve pensar que as ordens divinas em relação ao adultério fossem pesadas
demais; na verdade, por meio dessas prescrições da Lei, o que se colimava (Colimava: tinha em vista; visava a; objetivava,
pretendia.) era preservar o casamento, a
fidelidade conjugal, a família.
(Mt 19.4-11:
3 Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e
dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 Ele,
porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no
princípio macho e fêmea os fez, 5 E disse:
Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa
só carne?
6 Assim
não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
7 Disseram-lhe
eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe
carta de divórcio, e repudiá-la?
8 Disse-lhes
ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar
vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
9 Eu
vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de
fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada
também comete adultério.
10 Disseram-lhe
seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não
convém casar.
11 Ele,
porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem
foi concedido.).
(Ml 2.14-16:
14 E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e
a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua
companheira, e a mulher da tua aliança.
15 E
não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um?
Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito,
e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.
16 Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e
aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos;
portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.).
O
mandamento “não adulterarás”
trata-se de um dique que preserva a fidelidade conjugal e a família, a célula
mater da sociedade.
2.
A posição de Jesus quanto ao adultério.
Para
Jesus, a gênese do adultério está no coração, começando com um olhar cobiçoso e
pensamentos impuros que levam à prática sexual ilícita.
(Para Jesus, onde está a gênese do adultério?
Para Jesus,
a gênese do adultério está no coração, começando com um olhar cobiçoso e
pensamentos impuros que levam à prática sexual ilícita.).
O
posicionamento do Mestre vai além de tudo o que, no Antigo Testamento, era
permitido ao homem: divorciar-se de sua mulher
(Dt
24.1: 1 Quando um homem tomar uma mulher e se
casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela
encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua
mão, e a despedirá da sua casa.)!
Cristo
vai ao cerne da questão, e fala de um coração profano e contaminado, capaz de
olhar cobiçosamente para uma mulher e, sem motivo, conceder carta de divórcio à
esposa.
No
seu Sermão, Jesus evidencia a importância de homens e mulheres absterem-se de
pensamentos impuros, tanto fora como dentro do casamento, pois é dessa forma
que se consegue manter a pureza em três níveis:
sexual, moral e social.
(No seu
Sermão, Jesus evidencia a importância de homens e mulheres absterem-se de quê?
Jesus
evidencia a importância de homens e mulheres absterem-se de pensamentos impuros,
tanto fora como dentro do casamento, pois é dessa forma que se consegue manter
a pureza em três níveis: sexual, moral e social.).
Precisamos
ter a consciência de que, perante Deus, como bem expressou Cristo, uma intenção
errada é tão pecaminosa quanto um ato, por isso, devemos sempre buscar
pensamentos puros e bons
(De acordo
com a lição, perante Deus, como bem expressou Cristo, uma intenção errada é tão
pecaminosa quanto um ato. O que fazer para não cair neste mal?
Devemos
sempre buscar pensamentos puros e bons (Fp 4.8).)
(Fp
4.8: 8 Quanto ao mais,
irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo
o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma
virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.).
3.
Os males do adultério.
O
adultério sempre é prejudicial para a estrutura familiar, e qualquer
infidelidade no relacionamento a dois sempre será ruim, pois gera desconfiança,
feridas emocionais, desvalorização, desrespeito, fraqueza e queda na vida
espiritual.
Por
isso, é importante evitar tanto a prática do ato como os pensamentos indevidos.
Além
disso, os prejuízos espirituais são ainda maiores.
Não
havendo pureza em seus pensamentos, nem havendo lealdade com seu cônjuge, o
relacionamento entra em perigo e deturpa a mente do cristão que, tendo a mente
de Cristo, só deve pensar coisas boas
(1
Co 2.16: 16 Porque, quem
conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de
Cristo.).
O
adultério deve ser evitado a todo custo, pois suas consequências são
devastadoras; além de ser pecado, fere a santidade de Deus
(Pv
5.3-8: 3 Porque os lábios da mulher
estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite.
4 Mas
o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.
5 Os
seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno.
6 Para
que não ponderes os caminhos da vida, as suas andanças são errantes: jamais os
conhecerás.
7 Agora,
pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca.
8 Longe
dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa; 9 Para que não dês a outrem a tua honra, e não
entregues a cruéis os teus anos de vida; 10 Para que
não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em
casa alheia; 11 E no fim venhas a gemer,
no consumir-se da tua carne e do teu corpo.).
II. O QUE
REGE O CORAÇÃO REGERÁ O CORPO
II. Mostrar que o que rege o coração
regerá o corpo também.
SINOPSE II
O que
procede do coração e permeia o pensamento do homem determinarão seu
comportamento.
1.
O que procede do coração.
O
pecado não está restrito apenas ao ato, mas também a pensamentos impuros,
malignos, cuja fonte é o coração
(Mt
15.19: 19 Porque do coração procedem os maus
pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e
blasfêmias.).
Do
hebraico, “coração”; lebab, fala do homem interior, mente, vontade, alma,
inteligência.
Trata-se
do lugar dos desejos, das emoções e paixões.
No
seu aspecto figurativo, o coração refere-se ao caráter moral.
Um
cristão que tem o coração transformado tem um viver totalmente diferente, visto
que seu coração é regido pela Palavra
(Cl
3.16: 16 A palavra de Cristo habite em vós
abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos
outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com
graça em vosso coração.).
2.
O homem é o que pensa.
É
sabido por todos que o homem é o que ele pensa ou sente.
Os
pensamentos e ideias que estão no seu “homem
interior” são os motores que colocam em ação todo o seu corpo e são
determinantes para sua conduta.
Desse
modo, o homem colherá aquilo que semear
(Gl
6.7: 7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo
o que o homem semear, isso também ceifará.).
O
que semeia o pensamento da cobiça, desejando outra mulher, não demorará para
que concretize isso na prática.
A
cobiça é algo que começa no coração, é como uma pequena semente plantada que
vai gerar o fruto do pecado.
Cada
um é engodado por sua própria cobiça, a qual dará luz ao pecado, que sendo
consumado, leva à morte
(Tg
1.14,15: 14 Mas
cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
15 Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o
pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.).
O
Senhor Jesus falou que aquilo que rege o coração se evidenciará no viver diário
de uma pessoa por meio de seus atos
(Mt
15.19: 18 Mas, o que sai da boca, procede
do coração, e isso contamina o homem.
19 Porque
do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação,
furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
20 São
estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não
contamina o homem.
Lc
6.45: 45 O homem bom, do
bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu
coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.),
o
que foi muito bem explicado por Paulo, quando chamou de obras da carne as ações
produzidas por um coração pecaminoso
(Gl
5.19-21: 19 Porque
as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação,
impureza, lascívia, 20 Idolatria, feitiçaria,
inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias,
e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos
disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.).
Ninguém
está isento de tentações, mas é preciso revestir-se do novo homem interior
produzido por Cristo para jamais cometer os atos pecaminosos por meio do corpo
(Ef
4.24;
Rm
6.12,13).
A
saída é pedir para Jesus fazer a transformação e nos dar um novo coração
(Ez
11.19;
Ez
18.31).
3.
Sujeitando o corpo ao Espírito Santo.
O
caminho para que o cristão possa dominar bem o corpo é viver na dependência do
Espírito Santo
(Gl
5.16).
Jesus
fez uso de figuras de linguagem e de modo hiperbólico (Hiperbólico: ênfase
expressiva resultante do exagero da significação linguística; exagerado.) para mostrar como se deve fazer para vencer os
instintos sexuais.
Ao
sugerir “Se o teu olho direito te
escandalizar, arranca-o e atira fora para longe de ti”
(Mt
5.29a),
Cristo
não tinha a intenção de incitar alguém a praticar a mutilação dos membros do
corpo.
O
uso aqui é totalmente metafórico, dando ênfase de como o cristão pode
crucificar a carne com suas paixões e sujeitar o seu corpo ao Espírito para que
não seja instrumento do pecado
(Gl
5.24;
Tt
3.3-5).
Jesus
não estava falando de cortar algum membro do corpo, pois nada disso valeria
enquanto o coração ainda estivesse cheio de pecado.
Um
coração transformado pelo poder de Cristo mostrará atitudes de sacrifício que
visam glorificar a Deus
(Rm
12.1;
1Co
6.20).
III. A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO
III. Afirmar
a indissolubilidade do casamento
SINOPSE III
Na perspectiva
bíblica, o casamento é uma união indissolúvel.
1.
O casamento na perspectiva bíblica.
Sabemos
que o casamento é a mais fundamental de todas as instituições sociais
(Gn
1.28;
Gn
2.24).
Na
perspectiva divina, o casamento deve ser uma união permanente, em que homem e
mulher entram em uma aliança a fim de construir uma união única na mais
perfeita intimidade.
Não
querendo jamais que os votos do casamento fossem quebrados, Deus deu a ordem:
“Não adulterarás”
(Êx
20.14).
A
singularidade dessa maravilhosa união foi destacada por Cristo quando falou do
vínculo conjugal, expressando que não são mais dois, mas uma só carne
(Mt
19.6).
Paulo
via essa união de maneira tão cândida (Cândida: que apresenta pureza e inocência.) que
comparou o amor de Cristo, que se sacrificou pela Igreja, ao amor do marido
para com a sua esposa
(Ef
5.25).
2.
O que fazer para que o casamento seja para sempre?
Um
casal que vive a vida a dois, em amor, irá construir a mais bela e perfeita
união, ainda que enfrente lutas e reveses nesta vida.
O
casamento deve ser construído com base em respeito, amizade, bom tratamento,
carinho, dignidade, entre outros.
Como
bem disse o apóstolo Pedro
(1Pe
3.7),
se
tudo isso estiver presente no casamento ele será para sempre.
O
casal cristão tem conhecimento de que no aspecto espiritual ambos são iguais
(Gn
1.27;
Gl
3.28;
Cl
3.10,11),
e
na vida a dois há obrigações distintas e específicas a serem cumpridas (1Co
7.3).
A
união sexual é outro fator preponderante que deve ser levado em consideração no
casamento.
Ele
deve ser desfrutado pelo homem e pela mulher, casados, em uma intimidade mais
profunda.
O
verbo “coabitar” fala de relação sexual dentro do casamento
(Gn
4.25),
tratada
pela Bíblia como algo digno
(Hb
13.4).
O
casal cristão é consciente de que jamais deve usar o sexo como fazem os ímpios,
sem amor, carinho, respeito, tão somente para dar vazão às suas lascívias
(1Ts
4.3-7).
Portanto,
o casal que deseja que seu casamento dure para sempre, deve estar em comunhão
com Deus, e ter uma união marcada pelo amor e uma vida sexual regrada e sadia.
3.
Casamento: uma união indissolúvel.
Na
discussão de Jesus com os líderes religiosos, Ele destacou os ideais divinos
sobre o casamento,
isto
é,
como
Deus o havia projetado a fim de que fosse permanente
(Mc
10.9).
Há
exegetas que gastam tempo e muitas letras para provar que o divórcio era
permitido; buscam elementos históricos nas duas escolas rabínicas de Shammai e
Hillel,
sendo
que a primeira destacava a questão da impureza no aspecto mosaico a partir do
adultério, permitindo a carta de divórcio.
A
segunda era mais liberal, e dizia que qualquer desagrado da parte do marido
poderia dissolver o casamento.
Contudo,
o melhor seria que tais estudiosos gastassem mais o tempo para falar do
casamento conforme o propósito eterno, atentando para o princípio de tudo.
Para
Jesus, o casamento é uma união indissolúvel, e por isso deixou claro que,
quanto ao divórcio, não era um mandamento de Moisés, mas sim uma concessão
devido à fraqueza humana, por causa do pecado
(Mt
19.8),
pelo
padrão baixo e desmoralizante em que muitos estavam vivendo.
(Como Jesus
via o casamento?
Para Jesus,
o casamento é uma união indissolúvel, e por isso deixou claro que, quanto ao
divórcio, não era um mandamento de Moisés, por causa do pecado (Mt 19.8), pelo
padrão baixo e desmoralizante em que muitos estavam vivendo.)
Enquanto
a Lei permitia o divórcio
(Dt
24.1-3),
Jesus
salienta que isso significava legalizar o adultério.
Sempre
é dolorido falar sobre divórcio, visto que já se trata da destruição de um
casamento.
Porém,
como servos de Deus, precisamos dizer que a comunidade de salvos que quer viver
o padrão do Reino de Deus, com suas bem-aventuranças, precisa entender que o
ideal divino é a indissolubilidade da vida a dois, tanto física como
espiritualmente, seguindo o padrão divino do Éden: os dois serão uma só carne
(Gn
2.23,24).
CONCLUSÃO
Pela
Palavra de Deus, compreendemos que o casamento é para sempre, mas sua
construção depende de uma vivência com Deus em um relacionamento marcado pelo
amor.
Frente
aos problemas que possam surgir, o caminho não é o divórcio. Os cônjuges devem
agir com boa vontade e sacrifícios, buscando sabedoria divina para que se volte
à verdadeira harmonia, com a presença de Jesus.
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