O Problema da Igreja Não São os Lobos, São os Bodes!!
O PROBLEMA
DA IGREJA NÃO SÃO OS LOBOS, SÃO OS BODES!
·
Ez 34:17 E quanto a vós, ó ovelhas
minhas, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas,
entre carneiros e bodes.
Mt 25:32 E todas as nações serão
reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes
as ovelhas.
·
INTRODUÇÃO:
Pastorear
ovelhas não é tarefa fácil. O pastorado requer do ministro, além do chamado
(vocação), um cabedal de amor, humildade e servilismo. Todavia, existe também o
grande desafio de discernir no meio do rebanho os bodes e mantê-los o mais
longe possível das ovelhas.
Quanto aos
lobos, eles são os inimigos naturais das ovelhas. Por isso, o pastor sabe que
estar sempre alerta e proteger suas ovelhas contra os lobos são de praxe
vocacional. Então, você pergunta: Quem são os lobos? Pergunta de fácil
resposta. Os lobos são os falsos mestres que dividem a Igreja e matam os
cristãos incautos. "Eu sei", disse Paulo aos anciãos de Éfeso, "que,
depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos
vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens
(bodes) falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás
deles. Portanto, vigiai. (os bodes, no texto acima, são observação pessoal do
autor deste artigo)
John Stott, diz: Não foi por menos que Jesus comparou
esses mestres com lobos vorazes, não tanto porque fossem gananciosos, ávidos de
prestígio ou de poder (embora geralmente o sejam), mas por serem
"selvagens" (BLH), isto é, extremamente perigosos (Mt 7:15).
Todavia, considero os bodes ainda mais perigosos que os
lobos; pois, os lobos precisam se infiltrar, mas os bodes não, estes já estão
dentro do rebanho. Os bodes são, por natureza, briguentos, sensuais e demasiadamente
malcheirosos; portanto, considerados símbolo de homens desordeiros, profanos e
impuros. Tais homens são essencialmente egoístas, e o egoísmo flui deles de
maneira natural. Os bodes representam na Bíblia os não eleitos, os réprobos, os
infiéis que estão, assim como o populacho no êxodo de Israel do Egito (Nm
11:4), infiltrados no meio do povo de Deus. Os bodes apresentam-se no meio do
rebanho como cristãos genuínos, mas em seus corações não existe amor,
compaixão, e qualquer senso de coletividade. Amam apenas sua própria companhia,
não desejam compartilhar com ninguém, são espirituais demais aos seus próprios
olhos, e assim como os falsos lideres de Israel na época de Ezequiel, são
extremamente auto-centrados, egoísta, exigentes, e letais as ovelhas de Cristo.
Eu sou pastor de ovelhas e faço meu trabalho de forma
bíblica, mas por melhor que eu seja ainda faço meu trabalho imperfeitamente.
Quando procuro administra o rebanho do Senhor com uma nutrição saudável,
atenção dobrada, assistindo-os e preservando-os dos lobos vorazes (falsos
profetas), ainda tenho que vigiar os bodes, não permitindo que os bodes
se misturem com as ovelhas. Por isso:
· Devo sempre
encontrar o caminho dos bodes, e usar os meios apropriados para livrar as
ovelhas de suas ameaças.
· Devo procurar
impedir a ovelhas de vaguear com os bodes, e, quando alguma ovelha vagueia,
emprego todos os métodos apropriados para trazê-la de volta.
· Devo como
fiel pastor separa a ovelha dos bodes a fim de preservá-las dos ataques das
doenças, administrando prevenções e remédios para as moléstias que os bodes
trazem para contaminar o rebanho.
· Todavia,
tenho um grande problema que desejo ressaltar neste artigo. Os pastores têm
autorização para matar os lobos, mas não os bodes. Os bodes podem no máximo ser
separados. Pois apenas no julgamento final é que Deus deixa claro que não só
libertará as ovelhas dos bodes, mas governará com juízo, quer dizer, haverá
uma plena manifestação de sua discriminação e administração Pastoral.
Quanto às ovelhas, elas são consideradas emblema de ternura,
simplicidade, inocência, paciência e utilidade. Os povos escolhidos, como
nações ovelhas, serão os que foram benevolentes e capazes de uma bondade
genuína que deles fluía de maneira natural e espontânea. Por serem
essencialmente bondosas e exteriormente atuantes, em razão da sua fé interior,
essas pessoas serão então recompensadas pelo Grande Pastor. Observando os
versículos 15-16, essa recompensa é apresentada nas seguintes promessas.
1. "Eu, eu
mesmo, procurarei [...]
2. E as buscarei
[...]
3. Livrá-las-ei
[...]
4. Tirá-las-ei
[...]
5. E as farei
vir [...]
6. Trarei à sua
terra [...]
7. E as
apascentarei [...]
8. Deitar-se-ão
numa boa malhada [...]
9. Ligarei [...]
10. Fortalecerei".
Na figura que o profeta Ezequiel usou para com as ovelhas e
os bodes, os dois lados correspondem a dois veredictos contrários. A igreja
contemporânea não enxerga que está chegando o Dia do Juízo Final, onde todas as
pessoas de todas as nacionalidades, todas as ovelhas e bodes, serão
julgados com extrema severidade e justiça.
I. Repreensões
aos Bodes guias. (1-2)
Quem são estes pastores que Ezequiel condena. Temos três
escolas de interpretações:
1. Os Literalistas.
Primeiro, alguns afirmam que a interpretação é literal do
texto, mas essa interpretação negar a existência de muitos figuras de linguagem
no discurso. Em Ezequiel 34, por exemplo, os literalistas não reconhecem a
palavra "pastor", como uma figura do discurso, conclui-se que Deus
estava falando de pastores de ovelha e não dos lideres de Israel.
2. Progressistas, Dispensacionalista:
Este segundo grupo de intérpretes considera o valor literal
do texto, mas tentam reconhecer os valores de discurso que ocorrem no mesmo,
bem como a compreensão dos leitores original, a histórica
perspectiva, pistas contextuais, o progresso da revelação, a analogia da fé,
etc. Eles tentam descobrir o que os leitores originais entenderam quando lêem o
texto como uma base para compreender a mensagem original. Muitos intérpretes
neste grupo gostam de usar o termo "normal" para descrever a sua
hermenêutica (princípios de interpretação). A maior parte destes intérpretes é
também pré-milenistas.
3. Biblistas, Reformados.
Um terceiro grupo interpreta o texto de forma mais profético,
é essencialmente simbólico e figurativo, a não devem ser interpretados de forma
literal ou “normal”. Eles dependem do Novo Testamento para compreender o
significado do Antigo Testamento, e vice e versa. No N.T. ao lerem a revelação,
estão sempre indo e voltando nos Testamentos, como que buscando uma
interpretação mais viável. Eles entendem, por exemplo, algumas das referências
a bênção de Deus sobre Israel no futuro, de Ezequiel 34, como cumprida em Jesus
Cristo. Eles não procuram uma escatologia com cumprimentos futuros dessas
promessas nos judeus.
· No que diz
respeito à profecia de Ezequiel, os biblistas estão certíssimos em afirmarem
que Jesus Cristo cumpriu perfeitamente as exigências do texto canônico.
Observe:
1. O Pastor deve
ser comissionado pelo próprio Deus de Israel (Ezequiel 34:23, 29).
2. O Pastor será
o Grande Pastor das ovelhas. Ele fará pelo rebanho o que ninguém mais poderia
fazer. Ele reunirá em Seu rebanho os judeus e os gentios.
3. O Pastor é o
servo mais excelente de Deus, contratado por Ele e para Ele, o Pastor fará tudo
em obediência a Deus. Com o olhar na eternidade o Pastor estabelecerá o Reino
de Deus entre os homens.
4. O Pastor é
chamado de Davi (amado de Deus), pois seu coração é segundo o coração de Deus.
Jesus é o leão de Judá, o Filho de Davi, o Rei de Sião.
Os pastores no texto representam os governantes de Israel. O
rei, os anciões e os sacerdotes permitiram que o povo se dispersar-se sobre a
terra, em vez de mantê-los com segurança em conjunto. Ezequiel mostra que eles
foram negligentes em suas funções administrativas: negaram a justiça, negaram o
amor, negaram a verdade, e, por isso, devem ser removidos de seus cargos. A
responsabilidade primária de um líder é para cuidar das necessidades das
pessoas que ele conduz, mesmo se isso exige sacrificar seus próprios desejos.
Os líderes religiosos de Judá tinham falhado redondamente em
não satisfazer as necessidades do povo do Senhor, mas Deus prometeu um Pastor
(Jesus).Além disso, Deus prometeu vingar o seu povo (ver capítulo 35), renovar
a sua fortuna, perdoar e limpar as suas iniqüidades e contaminações (ver
Capítulo 36 de Ezequiel), e revitalizar-los (ver capítulo 37). Yahweh seria
novamente, o seu Deus, e eles seriam o seu povo (Ver 37:27-28).
Não devemos ser juízes de ninguém, também não devemos ser uns
tolos e facilmente enganados. Há meios de se reduzirem os riscos quando estamos
lidando com os bodes, pois eles são facilmente identificados pelos resultados
morais de sua existência.
· Os bodes não
possuem obediência. (Zc 10:3)
· Os bodes não
possuem submissão alegre e espontânea. (Dn 8:8)
· Os bodes não
possuem fidelidade e dedicação. (Mt 25:33)
· Os bodes não
possuem amor pelas ovelhas. (Ez 34:21)
· Os bodes não
possuem senso de coletividade. ( Dn 8:5)
· Os bodes não
possuem compreensão das limitações e fraqueza das ovelhas. (Ez 34:21)
· Os bodes não
possuem integridade moral. (Dn 8:21)
· Os bodes não
possuem saúde espiritual. (Dn 8:8b)
[O bode que o profeta Daniel abordava em suas visões era
Alexandre, O Grande. Homem de filosofia hedonista e extremamente orgulho e
arrogante, Alexandre tombou no ápice do seu império. Quanto aos bodes de
Ezequiel, eles simbolizam os reis, sacerdotes e anciões ímpios de Israel, bem
com todos aqueles que seguiam suas praticas libertinas].
Enquanto a igreja estiver aqui na terra, ela será sempre
mista, contendo ovelhas, a saber, os santos, e bodes, os hipócritas. Para os
olhos não treinados, os bodes passam despercebidos no meio das ovelhas, mas
certamente existe uma diferença gritante entre ambos. Os bodes revelam as suas
impiedades, indisciplinas e rejeitam qualquer senso de coletividade. Portanto,
cabe ao pastor realizar seu trabalho em tempo hábil e de forma espiritual;
apartando os bodes do rebanho evitando assim as contaminações e perdas. O
pastor não precisa tornar-se paranóico com relação aos bodes, os bodes no meio
do rebanho, infelizmente, continuaram a existir no meio do rebanho até o Dia do
Juízo, mas existem ocasiões onde os bodes se tornam tão salientes que devem
ser, rapidamente, separados do rebanho.
Martinho Lutero: No “Regnum
Christi” (trigal e rebanho do Senhor), existem joio e bodes, havendo
possibilidade de serem a maioria.
II. As Acusações
contra os bodes guias. (3-4)
· Deus fará um
julgamento do rebanho.
1. Juízo
Pessoal: Eu, eu mesmo...
2. Juízo
Definitivo e irrevogavél; Julgarei...
3. Juízo Justo;
“exterminarei...”
§ Deus expõe os
pecados
.
· 3 Comeis a
gordura – o pecado da exploração
· E vos vestis da
lã; - o pecado da extorsão.
· Matais o cevado;
- o pecado da opressão
· Mas não
apascentais as ovelhas; - o pecado da omissão (6
vezes aparece no texto a palavra “não”, enfatizando o caráter maligno dos
lideres judaicos).
· 4 As
fracas não fortalecestes; o pecado da negligencia.
· E a
doente não curastes – o pecado da exploração e abuso
o E a
quebrada não ligastes-
o E a
desgarrada não tornastes a trazer; o pecado da
incoerência.
o E a
perdida não buscastes;
· Mas dominais
sobre elas com rigor e dureza; - o pecado da tirania
5 Assim se espalharam, por não haver pastor, e
tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se
espalharam. 6 As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos
os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas
por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as
buscasse.
O resultado das transgressões ativas e passivas dos
governantes de Israel foi o cativeiro e depois a dispersão do rebanho. As dez
tribos do Norte tornaram-se peregrinas nas terras da Assíria, e as duas do Sul
foram dispersas na Babilônia e no Egito, separadas do remanescente que ficou
na terra desolada. Contudo, mesmo espalhados por toda parte, o Onisciente sabia
onde estava cada uma de suas ovelhas.
Deus deixa claro que não só libertaria, mas governaria
também. "Apascentá-las-ei com juízo", quer dizer, haveria
manifestação de sua discriminação e administração. Ele impediria que os fortes
pisassem nos pastos e machucassem os fracos. Os opressores opulentos seriam
condenados, e os pobres humilhados seriam enriquecidos.
III. A Promessa: Davi será
o Pastor (23-31).
Davi foi levantado por designação divina, não apenas como
governante bom e benevolente, mas como cabeça da teocracia e como ancestral de
Jesus Cristo segundo a carne. Davi tipificava o Pastor misericordioso e
sublime que efetuaria de modo perfeito os propósitos de Deus. Na plenitude dos
tempos, o Filho do grande Davi, maior que ele, surgiu como o Bom Pastor e deu a
vida pelas ovelhas; mas, como os governantes judeus o rejeitaram, o povo de
Israel foi espalhado mais ampla e terrivelmente do que antes.
O Dr. Herbert Locker, comenta: “Depois de reprovar
severamente a negligência dos nomeados para cuidar do rebanho, Deus promete
suscitar um pastor, uma planta de renome, que fielmente desempenharia todos
os seus deveres e faria jus à confiança nele depositada (Ez 34:2-16,23,24). O
termo pastor veio a calhar para Davi na qualidade de
"governante", por ser tipo do verdadeiro Davi (Ez 34:22,23). O filho
de Jessé foi transferido do ofício de pastor para o de rei. Sua nova função,
como fazia antes com o rebanho, era defender e apascentar seu povo (2Sm 5:2; SI
78:70,71). "Pastor significa rei, não instrutor
religioso", diz Jamieson, "por isso Cristo foi acima de tudo o
verdadeiro Davi, por ser o Pastor-Rei (Lc 1:32,33). O Messias
é chamado 'Davi' em Isaíás 55:3,4, em Jeremias 30:9 e em Oséias 3:5". Esse
grande capítulo se encerra com a absoluta certeza de que o povo escolhido de
Deus será o seu rebanho, e ele, o seu Deus (Ez 34:31). Esse pastor-rei estabelecerá
o seu reino e, sob o seu comando, haverá paz, provisão e proteção. Seu rebanho
desfrutará dos recursos divinos, suficientes para satisfazer as necessidades
de todos, além do cuidado e da vigilância ininterruptas do Senhor.
Conclusão:
Este capítulo de Ezequiel descreve Jesus como nosso Pastor.
Ele nos ama, nos alimenta, alimenta, e resgata os perdidos (cf. Lc 19,10; João
3,14-16; 1 Timóteo 1:15). A igreja está cheia de pessoas doentes, fracas e sem
maturidade, suas necessidades são diversificada. Nossas responsabilidades como
pastores e lideres do rebanho é atender a chamada de Deus em tempo hábil
(Isaías 55,6; Mt 7,7). Jesus demonstrou ter o maior cuidado ao ser o nosso Bom
Pastor: Ele estava disposto a dar Sua vida pelas suas ovelhas (Jo 10.15-18).
Ele fortaleceu espiritualmente as ovelhas que se encontravam doentes e levou
cura aos seus discípulos atormentados pela tirania dos seus próprios pecado.
Cito dois exemplos: a cura da filha de Jairo (Mc 5:41); Jesus a chama de
cordeirinha- as palavras "Talita Kum" säo em aramaico, língua falada
na Palestina no tempo de Jesus, quer dizer: cordeirinha levante. Ou quem não
lembra da restauração de Pedro após negar Jesus três vezes. O anjo disse: Mas
ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós
para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. (Mc 16:7-8)
Pedro ver o Senhor depois de sua infidelidade, desespero,
incredulidade e dureza de coração, significa ficar indizivelmente
alegre. A ressurreição em gloria de Jesus
continha a ressurreição e preservação da vida e vocação daquele pescador
de almas e de todos os seus cordeirinhos.
Nossa esperança está nas Escrituras que diz: o Filho do Homem
"enviará os seus anjos" sobre toda a terra, "os quais ajuntarão
os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos
céus" (Mt 24.31). E o próprio Senhor virá com nuvens na sua glória e na
glória de seu Pai, com dez mil dos seus santos, miríades de anjos, e se assentará
no trono da sua glória. "E todas as nações serão reunidas diante dele, e
apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as
ovelhas [os bons] à sua direita, mas os bodes [os maus] à esquerda" (Mt
25.32.33). Concernente a esta assembléia geral, o discípulo amado fala: "E
vi os mortos [todos os que morreram], grandes e pequenos, que estavam diante do
trono, e abriram-se os livros [expressão figurativa, referindo-se ao modo de
proceder entre os homens]. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos
foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas
obras" (Ap 20.12).
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